Sorriso Interior

O ser que é ser e que jamais vacila

Nas guerras imortais entra sem susto,

Leva consigo este brasão augusto

Do grande amor, da nobre fé tranquila.

 

Os abismos carnais da triste argila

Ele os vence sem ânsia e sem custo…

Fica sereno, num sorriso justo,

Enquanto tudo em derredor oscila.

 

Ondas interiores de grandeza

Dão-lhe essa gloria em frente á Natureza,

Esse esplendor, todo esse largo eflúvio.

 

O ser que é ser transforma tudo em flores…

E para ironizar as próprias dores

Canta por entre as águas do Dilúvio.

 

Cruz e Souza.

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